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Ligaçons que nom podes perder

Vídeo-documentário sobre a vida dos teixugos:
http://www.badgerbadgerbadger.com/

Vídeo com a cançom de moda e a sua coreografia:
http://www.lalalalalalalalalalalalalalalalalala.com/

NOTA: Mira os vídeos até o final… o final é para partir o cu!

A origem d’El Chiki-Chiki

Um dia estava a ver Buenafuente, o excelente programa de LaSexta, quando retárom aos colaboradores habituais a representar umha nova actual com só meia hora para prepará-la. Tocou-lhe a David Fernández interpretar ao inventor da “guitarra-vibrador”, e inventou a personagem deste emblemático argentino com umha guitarra de brinquedo (a posteriormente chamada Luciana - leia-se “Lusiana” -). E aí começou todo…

Dias depois, voltei a ver Buenafuente (vejo-o quase todos os dias), e saía o vídeo que vedes aqui arriba. Fiquei apaixonado da cançom. El Chiki-Chiki seria toda umha revelaçom para mim. Alegrei-me tanto quando a apresentárom à votaçom on-line para ir a Eurovisom que votei  nela todo o que o sistema de votos me deixou. E quando foi a gala na TVE para escolher o representante, mandei SMS. Caguei-me nas sucessivas “reformas” que lhe iam fazendo à cançom, é certo, e detestei a Uribarri por se enfadar ao ganhar Rodolfo; sempre confiei nele.

Via-o como ganhador de Eurovisom. Vim com os meus amigos a gala de Eurovisom, dando todo o nosso apoio a Chiquilicuatre (inaudito - diziam eles - ver-te apoiar à Espanha). E ficou décimo-sexto, como o Papa (para umha vez que apoio à Espanha… depois estranham-se de que seja independentista!). Mas, para mim, El Chiki-Chiki é o autêntico ganhador.

PODEMOS PERREAR!

Chiki-chiki twelve points.

Feliz aniversário a mim!

Ontem: “Adolescente hiper-hormonado”
Hoje: “Madurito interesante “

E, a todos os que nom som eu, feliz Dia das Letras Galegas!

Nom queremos médicos em lata

Listas de espera de meses, carência de médicos no rural, fugida dos médicos a outros estados… existe desde há tempo um alarme social sobre a falta de médicos no Estado espanhol. Perante esta contingência, decidiu-se ampliar o número de praças de Medicina e a abertura de novas faculdades. É esta umha soluçom para os problemas actuais?

Nom, por vários motivos:

- O tempo que se tarda em formar um profissional da Medicina é de 12 anos. Portanto, nom se aumentarám o número de médicos a curto prazo.

- O aumento do número de médicos também nom é a soluçom. Se há umha praça de ginecólogo num hospital, as listas de espera serám sempre igual haja 2 ou haja 100 ginecólogos especializados. O problema nom é por demanda, mas por oferta.

- Carece-se dum estudo prévio que diga qual é o verdadeiro problema.

- Todo aponta a que o verdadeiro problema é umha má distribuiçom dos médicos actuais, muitos deles ainda continuam em condiçons de trabalho deploráveis, com contratos de horas, dias ou, no melhor dos casos, semanas.

- A rigidez ante a mudança de especialidade (tendo que fazer de novo o MIR), fai com que haja especialidades sobreocupadas nas que é difícil encontrar trabalho e outras nas que nom há efectivos avondo.

- Temos umha circunscriçom universitária única para todo o Estado, apesar de a potestade para abrir novas faculdades residir nas Comunidades Autónomas. Aproveitando-se disto, muitas autonomias (ou mesmo concelhos que insistem às autonomias), projectam fazerem faculdades de Medicina por “caché”, porque dá esplendor a umha universidade ou por benefícios eleitorais, sem pensar em se é ou nom ajeitado.

- A maior parte das praças e faculdades novas som de carácter privado, em muitos casos associando-se a hospitais públicos e gastando recursos de todos em benefício duns poucos.

- Muitas das faculdades privadas terám um carácter ideológico mui marcado. Por exemplo, a Universidade Católica de Valência tem entre os seus objectivos a evangelizaçom dos estudantes.

- Nom se sabe como farám com as praças MIR, podendo ter episódios como o da geraçom dos 80, onde houvo 10.000 médicos a optar por 2.000 praças.

- No nosso caso, o da Universidade de Santiago de Compostela (como na maioria), o aumento de praças fará-se a custo 0. Isto é, se agora temos poucos recursos, aulas massificadas, práticas escasas e com grupos exacerbadamente grandes, carência de material de práticas, coincidência de práticas distintas à mesma hora por má coordenaçom… como será isto com 100 alunos mais?

Perante isto, pretendemos:

- Que se faga um estudo prévio das necessidades.

- Que se detenha o aumento actual de praças e a abertura de novas faculdades até dispor dos dados do antedito estudo.

- Que nom se aumente o número de praças a custo 0, senom aumentando proporcionalmente os orçamentos e recursos.

- Puxar pola universidade e sanidade públicas.

Por todo isto, instamos a todo o mundo a assistir o vindouro dia 28 de Abril às 12.00 do meio-dia à concentraçom de batas brancas na praça do Obradoiro, enfrente da Catedral de Santiago, ou, se isto nom for possível, à concentraçom de apoio que terá lugar paralelamente diante do Complexo Hospitalário Universitário de Santiago (CHUS).

POM A BATA E SOMA-TE A NÓS!

Nom queremos médicos em lata

Nieztche e Son Goku

Bola do Dragom nom é só umha série animada, é muito mais. Durante as minhas longas horas de diarreia verbal em horas lectivas cheguei a umha curiosa conclusom: Os Guerreiros do Espaço (Saiyajin) som umha metáfora da teoria do super-homem de Nieztche. Nom me credes?

O Guerreiro do Espaço (Saiyajin) seria igual ao homem. O Mono Gigante (Ozaru) , representaria o mono. E o Superguerreiro do Espaço (Supersaiyajin) seria o super-homem. Os Guerreiros do Espaço debatem-se entre o mono e o Superguerreiro. Num primeiro lugar voltam ao mono quando sementam o terror, mas precisam de se tornarem Superguerreiros para terem poder. O Superguerreiro é a soluçom, o objectivo, a raiz do seu poder e o que os fai superiores ao resto e guardas da Terra, pastores dos seres humanos comuns. Coincide com todos os rasgos que deve ter um super-homem segundo Nieztche, comprovai-o vós mesmos (Leitura obrigada: Assim falou Zarathrusta de F. Nieztche)

Galicia es una mierda

¡Oh montañas de Galicia,
cuya (por decir verdad)
espesura es suciedad
cuya maleza es malicia!
tal, que ninguno cudicia
besar estrellas, pudiendo,
antes os quedáis haciendo
desiguales horizontes;
al fin, gallegos y montes,
nadie dirá que os ofendo…

Com estes versos de Góngora informo-vos de umha das novas mais esperadas do ano (polo menos por mim): Ataque Escampe sacou já novo disco! Depois do seu extraordinário Ed Wood e a invasión dos paraugas asasinos, chega agora Galicia es una mierda. O seu novo disco é mais retranqueiro, com mais fundo e um som mais evoluído a respeito do anterior, se bem perdeu parte da essência simplista que amostrava no seu anterior disco ao aumentar o número de instrumentos. Seja como for, é abraiante e recomendabilíssimo. Desde aqui os meus parabéns aos artistas de Ataque Escampe polo seu grande trabalho, o meu agradecimento por outorgar à música galega justo o que lhe fazia falta, e a minha recomendaçom a todos para que desfrutedes da boa música na nossa língua.

Ligaçons:

–> Baixa o disco Galicia es una mierda
–> Baixa o disco Ed Wood e a invasión dos paraugas asasinos
–> Baixa o Manifesto Dobarrista (onde colaboram com umha versom do Para che falar de amor)
–> Entrevista em Vieiros
–> Blogue de Ataque Escampe
–> MySpace de Ataque Escampe
–> Explicaçom das cançons

Desmitificar o mito? - El Che Guevara

Há quem mantém que El Che (Como podes nom saber quem é? Mira na wikipédia) foi um libertador guerrilheiro que luitou até morrer. Outros dizem que nom foi mais do que um assassino sanguinário ávido de morte. Há os que alimentam o mito, portando camisolas, bandeiras e cartazes com a sua cara. Há os que querem desmitificar a sua figura, pois nom se ajeita à realidade. Desmitificar… porquê?

Está claro que, fosse como for, o mito d’El Che está magnificado. Correcto. Mas quando um mito serve para algo bom… porque destrui-lo? Tudo o que rodeia a sua figura serve para algo bom, para algo grande. A gente quer mudar o mundo, nom se conforma com o que lhe dam. A mocidade luita contra a injustiça, contra as desigualdades de umha sociedade desequilibrada, contra todo o que nom deveria ser assim. E fai-no pensando que alguém já o fijo antes e temos que seguir o seu legado. Fai-no imitando umha figura mítica. Fai-no imitando El Che.

Que lograríamos botando abaixo a sua fama? Nada. Menos que nada, lograríamos umha sociedade mais submissa, mais acomodada, mais domesticada, mais servil. Isso é o que querem os que procuram acabar com o símbolo de toda umha revoluçom. Nom lho permitamos. Sabemos o que fijo, sabemos o que queria fazer e sabemos o quê pensava, e se bem nom sempre se comportou como devesse, deixou-nos um legado incomensurável. O legado d’El Che: Hasta la victoria siempre.

Pois logo, tantos anos depois da tua morte, desde a Galiza dizemos-te:

Che.

Hasta siempre, comandante!

Nunca imaginei que algo tam insignificante pudera marcar de tal jeito a minha vida… ano após ano… e já vam alá um feixe deles…

Manual galego de língua e estilo

Há pouco tempo comprei o livro “Manual galego de língua e estilo”, apesar dos 25 ouros que me estafárom por ele. Desde aqui recomendo-lho a todo o mundo que queira falar bem, pois é útil e singelo de utilizar. O tema é que, após lê-lo, tomei umha determinaçom: Abandonar a escrita do galego que estava usando até o momento (-ão, -ães, -ões, uma…) para cingir-me o mais possível à norma que promovem desde esse livro como modelo culto. E tenhem razom, de nada serve dar passos para adiante sem resolver nada. Umha escrita demasiado “aportuguesada” (dentro do âmbito no que nos movemos), pode provocar rejeiçom no grosso da gente, e, contodo, é percebida polos demais lusófonos como parte do seu.

A partir de agora, usarei a norma que proponhem como culta, salvando as seguintes licenças:

- “Tens, vens e pons” em lugar de “tés, vés e pós”.
- “Digo, dizes, diz, dizemos, dizedes, dizem” em lugar de “digo, dis, di, dizemos, dizedes, dim”.
- “Acougo, acougar, desacougo” em lugar de “sossego, sossegar, desassossego”.

Na oralidade, dizer “irmao, cirurgiao, aldeao, vao, sao…” às vezes nom me sai natural. Nom obstante, vejo correcto fazê-lo e tenderei a fazê-lo por ser mais correcto com a etimologia e fazer diferença nos singulares que som iguais no português padrão, apesar de terem plurais diferentes:

-ANUM: Irmao (port. irmão) -> Irmaos (port. irmãos)
-ANEM: Alemám (port. alemão) -> Alemáns (port. alemães)
-ONEM: Camiom (port. camião) -> Camions (port. camiões)

Do mesmo jeito que na segunda pessoa do singular do pretérito dos verbos “andaste, comeste, partiste”, onde que costumo a pronunciar “andache, comeche, partiche”, e estimo correcto dar prioridade à pronúncia -ste.

Nota: Como eu sou assim, às vezes também me redigirei na norma do português de Portugal com algumas variantes galegas (pola ao invés de pela, trevoada…)

Xeración Xabarín

Xabarin

Muito esforço, tempo, dinheiro e quebradeiras de cabeça nos está a levar, mas o trabalho vai indo. Nestes momentos estamos choiando na criaçom da página definitiva sobre o Xabarín Club, www.xabarin.org .

Tudo começou quando se me deu por fazer um blogue onde pôr os começos e encerramentos das séries do Xabarín… e pouco a pouco foi crescendo… e se converteu em http://xeracionxabarin.blogspot.com . Com o tempo e a soma de mais colaboradores deu-nos por comprar um domínio e… aqui estamos, trabalhando arreu para termos tudo pronto o antes possível. Polo momento podes ir vendo a página em construções www.xabarin.org , aportar ideias, registar-te… e já verás como em nada temos uma web que fará história!!