Archivos en la categoría GZ ceive!

65 horas? Nem tolo!

65h.

Um dos maiores logros do movimento operário foi a semana laboral de 40 horas. Custou greves, suor e lágrimas, mas afinal conseguiram-no. Agora, no 2008, a União Europeia quer acabar com este direito ao estabelecer a semana laboral de 65 horas… vamo-lo permitir? Encontrarás informação (em castelhano, mas dá para entender) no blogue do NetoRatón 2.0, e acharás os correios-e dos eurodeputados na página do Parlamento Europeu, para mandardes-lhes as vossas queixas e ameaçá-los com não tornar a votar neles.

A gente que lutou pelos nosos direitos hoje está morta, mas as suas ideias florescem em nós:

Não permitamos que se aproveitem de nós!

Galicia Bilingüe/Galiza Bilingüe

Que é o que NON propón esta asociación que presume de puxar pola igualdade das linguas oficiais na Galiza.
Que es lo que NO propone esta asociación que presume de luchar por la igualdad de las lenguas oficiales en Galicia.

- Igualdade na Educación, 50% para cada idioma (eu tiven menos do 25% en galego). Os estudantes deberían, ao acabaren o estudo obrigatorio, teren as mesmas competencias en ambas as línguas (hai infinidade de casos nas cidades onde os rapaces saen da escola sen saberen falar fluidamente o galego).
- Igualdad en la Educación, 50% para cada idioma (yo tuve más del 75% en castellano). Los estudiantes deberían, cuando acaben los estudios obligatorios, tener las mismas competencias en ambas lenguas (hay infinidad de casos en las ciudades donde los chavales salen de la escuela sin saber hablar fluidamente el gallego).

- Igualdade perante a Lei, ambas as linguas deben ter o mesmo estatus (dereito e deber de se coñeceren no seu territorio, e non como agora, que existe o dereito de usar as dúas mais só o deber de saber unha).
- Igualdad ante la Lei, ambas lenguas deben tener el mesmo estatus (derecho y deber de conocerse en su territorio, y no como ahora, que existe el derecho de usar las dos pero sólo el deber de saber una).

- Separación da lingua e ideoloxía política, non ao uso partidario dun idioma. Non se debe asociar galego con nacionalismo galeguista do mesmo xeito que non se pode asociar castelán con nacionalismo españolista.
- Separación de lengua e ideología política, no al uso partidario de un idioma. No se debe asociar gallego con nacionalismo gallego del mismo modo que no se puede asociar castellano con nacionalismo españolista.

Isto, meus amigos, seria o que deveria pôr, entre outras políticas, numha associaçom que se diz “bilíngue”. Mas nom. Galicia Bilingüe só propóm na realidade a desapariçom do galego como língua ou, no melhor dos casos, a reduçom a umha simples matéria da escola, como algo folclórico e testemunhal. Deveria chamarse Galicia Diglósica ou, mais ajeitadamente, Galicia Hispanófona.

Com isto nom quero dizer que o bilinguísmo seja a soluçom a todos os nossos problemas, nem sequer é a melhor opçom na minha opiniom. Só estou a mostrar a hipocrisia dessa associaçom que se chama dumha maneira conflitiva, por nom dizer oposta, com a sua própria ideologia.

Zeitgeist

Simplesmente revelador…

Justiça?

–> Terça-feira, 26 de Fevereiro de 2008: QUATRO mulheres morrem a maos das suas parelhas em menos dum dia
Reacçom por parte dos políticos em campanha eleitoral: Nengumha

–> Sexta-feira, 6 de Março de 2008: ETA irrompe na campanha eleitoral e assassina UM ex concelheiro do PSE em Arrasate
Reacçom por parte dos políticos em campanha eleitoral: Detém-se a campanha eleitoral, condena do terrorismo e da violência por parte de todos os grupos políticos, os Presidentes do governo e da oposiçom reunem-se para tomarem medidas.

Julgai vós mesmos…

Maria Sangil e Rosa Díez, contra as tentativas de agressão a políticos

Maria Sangil e Rosa D�ez.

Aqui vemos às políticas conservadoras Maria Sangil (Partido Popular del País Vasco, acima à direita) e Rosa Díez (Unión Progreso y Democracia, à esquerda de María Sangil) protestando com berros e injúrias (tentativa de agressão!) ao líder do Partido Nacionalista Vasco, Josu Jon Imaz. Sim, muito antes de que lho fizeram a elas, elas já lho faziam aos políticos que não eram do seu agrado. E a elas não as levaram presas!

 

 

 

Que bonita é a democracia…

Vídeo-resumo do tema “María Sangil”

Visita da María Sangil

Um grupo de pessoas, sem filiação todas numha mesma organização, sindicato ou partido (entre os que não me achava eu), decide ir à conferência da María Sangil na Faculdade de Económicas, para uma vez dentro fazer uma crítica pacífica e construtiva. Não os deixam entrar, mas sim a outra gente que vai com invitações do PP e das Nuevas Generaciones. Obviamente, não o tomam a bem e decidem manifestar-se à entrada da política.

Quando a dirigente do partido direitista entra é recebida com berros e assobios, mas sem tentativa de agressão nenhuma contra ela. Os membros dos corpos de segurança começam a bater nos manifestantes e mesmo sacam armas eléctricas (pode-se fazer isso dentro do recinto da universidade?). Os independentistas radicales, não se deixam avassalar e respondem contra essa violência, dando lugar a uma confrontação, na que segundo os média um polícia foi danado em uma mão (seria ao bater em algum, que golpeou mal…). Acaba tudo e a reacção é desproporcionada:

Mass Média:

- A Nosa Terra: A golpes na universidade
- El País: Un grupo de jóvenes intenta agredir a María San Gil en la universidad de Santiago
- Libertad Digital: Independentistas gallegos, a María San Gil: “Ojalá te mate ETA”
- El Correo Gallego: Un grupo de estudiantes independentistas intenta agredir a Maria San Gil en Santiago
- La Voz de Galicia: Tres escoltas de María San Gil, agredidos en un incidente con jóvenes en Santiago
- El Mundo: Un grupo de independentistas intenta agredir a María San Gil en Santiago de Compostela
- Veinte Minutos: Jóvenes independentistas tratan de agredir a María San Gil en Santiago de Compostela
- ABC: Estudiantes independentistas intentan agredir a María San Gil en Santiago de Compostela
- La Razón: Estudiantes independentistas intentan agredir a María San Gil en Santiago de Compostela
- Público: Jóvenes independentistas gallegos increpan a San Gil en una conferencia en la Universidad
- Telexornal da TVG: Independentistas apupan a María San Gil na Universidade de Santiago

Média alternativos:

- CMI Galiza: Vários jovens agredidos no recebimento a María San Gil na USC

Opiniões pessoais:

- Movemento pola Base: Sobre a protesta contra María San Gil na USC
- O demo me leve: Análise para quem nom sabe analisar
- Las Malas Lenguas: María San Gil o cómo sacar tajada de todo
- Vieiros: Non son independentistas, son imbéciles

O que diz AGIR:

- AGIR intervéu contra a cumplicidade fascista na USC
- Intoxocaçom mediática incentiva ameaças a AGIR
- Novidades: Decana de Económicas ameaça AGIR
- Começa a caça de bruxas na USC

Últimas novas:

- La Voz de Galicia: La Fiscalía ya dispone del atestado policial sobre la agresión a María San Gil
- La Voz de Galicia: La Fiscalía de Santiago aguarda el atestado policial para determinar qué tipo de actuaciones va a emprender
- ABC: Radicales gallegos abren otra campaña de agresiones e insultos a dirigentes del PP

Vídeos da entrada e da saída da María Sangil:

MANIFESTO POLA RESISTÊNCIA GALEGA

MANIFESTO POLA RESISTÊNCIA GALEGA

Falarmos de naçom galega significa fundamentalmente termos a vontade e a determinaçom colectiva para fazermos valer o nosso direito a existir como povo, sem ingerências nem dependências, preservando e orgulhando-nos da nossa identidade.

Somos naçom na medida que pelejamos, para sermos o que queremos ser, nem mais nem menos, e alimentamos com factos e nom só com palavras e bons desejos a existência de umha subjectividade colectiva, formada por cidadaos e cidadas livres numha Galiza soberana que constrói geraçom trás geraçom umha urdime e tradiçom de luita.

As cidadás e cidadaos galegos, o povo galego, nom somos um conceito abstracto, um ente metafísico constituído por inspiraçom divina. A identidade nacional forja-se sempre num tempo histórico e num espaço territorial em presença de catalisadores sócio-económicos, políticos e ambientais.

Quando aceitamos com resignaçom que as nossas filhas e os nossos filhos se espanholizem e imbecilizem nas escolas e licéus, quando acatamos resignadamente que se desmantele a nossa economia produtiva e agrária, fazendo-nos mais dependentes; quando aceitamos como umha plaga bíblica que o nosso País se queime todos os anos, se converta numha gigante granja de eucaliptos e moínhos de ferro e periodicamente a nossa riqueza produtiva e ambiental seja arrassada por marés negras, quando aceitamos passivamente que se especule com o chao e grande parte do território se converta num deserto povoacional; quando aceitamos impassivelmente que se expoliem os nossos recursos energéticos; quando aceitamos que as trabalhadoras e trabalhadores galegos, artífices de toda
a riqueza social que desfrutamos, continuem privados da propriedade dos meios de produçom e das decisons político-económicas que se tomam no País; quando aceitamos que boa parte da nossa mocidade trabalhadora fuja à emigraçom; quando aceitamos submiss@s que as intituiçons de poder espanholas nos imponham vassalagens, réguas, pautas e valores, verdades e mentiras? quando aceitamos resignadamente todas estas cousas estamos renunciando a sermos cidadaos livres, povo galego; renunciamos a exercer como naçom.

Nom imos descobrir agora aqui a situaçom actual do nosso País. É sabido por quase todas e todos o paradoxo de que nunca como hoje houvo tanta informaçom e um acesso tam veloz à mesma e, pola contra, nunca tam ameaçada estivo a nossa capacidade volitiva. A normalidade democrática espanhola é um facto histórico que administra a nossa morte como naçom, impedindo que as necessidades se convertam em realidades, frustrando historicamente o desejo e a necessidade de soberania através da retórica, o burocratismo, a legalidade imposta e o happening. Ou se redobram neste tempo de crise nacional prolongada as políticas de resistência a esta indolência, a esta agonia doce, a esta consumiçom quase pracenteira que vive umha parte do nosso Povo ou, como diz o refrám, tarde piamos.

Nom vamos dogmatizar sobre que políticas de resistência som as boas e quais as más. Fazê-lo seria incorrecto e empobreceria o tipo de respostas que exige umha situaçom política e social complexa num processo aberto de libertaçom nacional e social como o nosso. A resistência cultural, a resistência económica, a resistência estritamente política e a resistência ilegal, num sentido amplo, som todas pertinentes e necessárias. Aqueles e aquelas que se encham a boca com condenas, com absolutismos, com dogmatizaçons estéreis em torno aos métodos de luita e as formas de resistência, já for para desprezar as intervençons culturais e sócio-políticas ou para anatemizar as acçons ilegais e/ou de violência política, estám fanando irresponsavelmente as possibilidades de luita e condenando o nosso País ao fatalismo e à frustraçom eterna.

Chegou a hora de que o nacionalismo galego, com todas as suas famílias e subfamílias, grupos e subgrupos, compreenda que nengumha forma de resistência é anuladora das outras. Só desde umha análise dogmática da complexidade social e patrimonializadora da actividade política se pode desejar ver ao nosso povo desarmado material e subjectivamente.

Na Galiza, desde 1974, umha parte do nacionalismo galego compreendeu a necessidade de implementar formas de resistência nacional de carácter ilegal e de violência política ante um marco jurídico-político fechado e dogmático que impossibilita a voz soberana para a nossa naçom. O universalmente proclamado direito de autodeterminaçom dos povos é negado expressamente na constiuiçom espanhola. O Estado espanhol negando à Galiza a decisom sobre o seu próprio futuro nega um dos elementos primários de qualquer relaçom política democrática. E os direitos políticos básicos, a democracia política, nom se esmolam. Conquistam-se.

Nom é possível falar de democracia para Galiza no entanto nom se satisfazerem as mínimas condiçons de liberdades e direitos básicos: as que passam polo reconhecimento explícito da autodeterminaçom e pola plena potestade para erguermos um outro modelo social alicerçado nos interesses e necessidades das maiorias trabalhadoras.

O independentismo galego entendeu sempre esta necessidade de implementar formas de intervençom política ilegal como parte de um universo político e social muito mais amplo. Este independentismo entende que o exercício da violência política em si mesma nom outorga credenciais de nada, nem converte quem a a pratica em mais puro ou mais nacionalista. Ora bem, tampouco podemos deixar de reconhecer que @s militantes nacionalistas que se implicam nesta forma de resistência som também umha referência política importante. Poderíamos dar mil razons para soster esta asseveraçom, mas avonda com reconhecer a enorme importáncia que tem fazer-lhe frente aos demonhos paralisantes num povo treinado desde muito cedo baixo as armas da repressom e a alienaçom na obediência e o
escapismo.

A história da violência política nacionalista na Galiza passou por duas grandes etapas. De 1974 a 1993 e de 1995 até hoje. Estes últimos dez anos, de maneira paralela à edificaçom de um novo processo político, fomos partícipes e testemunhas de novas formas de intervençom, de reformulaçons tácticas e estratégicas e da incorporaçom e concatenaçom por primeira vez na nossa Terra de até três geraçons de combatentes no mesmo processo. É um orgulho poder dizer que a chama independentista, em todas as suas frentes, continua viva, e que sabe rir-se desde a acçom e para a acçom das directrizes de submetimento espanholas e do triste nacionalismo de museu de tantos estrategas da mediocridade e a renúncia.

Desde 1995 assistimos a umha nova resistência galega que utiliza a violência política como umha arma mais de combate no processo de libertaçom nacional e social. Neste tempo instituiçons bancárias, transnacionais, empresas espoliadoras de recuros energéticos, forças de ocupaçom, projectos e empresas vencelhadas à turistificaçom, obras públicas agressivas com a Terra, meios de comunicaçom ao serviço do Estado, partidos políticos espanholistas, empresas escravagistas, imobiliárias? fôrom objecto de algum tipo de castigo popular independentista e pugérom em causa o mito da docilidade galega.

Umha resistência sem nomes, nem siglas, nem postas em cena organolépticas. Umha resistência anónima, como o sofrimento de milhares de galeg@s expropriad@s, emigrad@s, explorad@s e espanholizad@s. Umha resistência que se exprime através das suas acçons e que se dispom a impedir que os verdugos desta Terra dormam tranquilos. A resistência galega actual nom se amolda a formas rígidas impostas por qualquer dogma ideológico ou militança convencional, esforçando-se por descobrir na prática do combate os caminhos que vinculem as necessidades mais sentidas do nosso Povo.

Na nova resistência galega ilegal há lugar para tod@s, para todas as modalidades de intervençom e todas as variáveis organizativas, sempre e quando forem respeitados os interesses e a saúde do povo trabalhador galego. De dia ou de noite, individual ou colectivamente, com meios tecnológicos ou elementos primários, com explicaçons públicas ou sem elas, enquadrad@s em estruturas estáveis ou desde a raiva, o conflito ou os ataques ocasionais, os inimigos da Galiza devem ser fustigados em todo lugar e circunstáncia. Ninguém debe agardar a que o chamem à porta, nem delegar responsabilidades. Se algo demonstrou a nova resistência galega ao longo destes últimos dez anos é que os meios nunca som um impedimento irressolúvel se há vontade de luitar e reservas de imaginaçom
e criatividade.

A nova resistência galega está apreendendo a esquecer os protagonismos, tanto pessoais como organizativos; nom acredita em vacas sagradas e santuários, nem em mitos mortos ou vivos? O relevante nom é quem bate senom em quem se bate. O relevante nom é quem organiza nem o grau de organizaçom, senom o certeiro das acçons e o afortalamento da luita. A resistência galega é já um incipiente fenómeno social, medrando com cada acçom levada a cabo no País, para converter-se num rio fecundo. Assinala ante o Povo os inimigos irreconciliáveis da Galiza e a natureza radical e ilegítima da opressom.

Desde aqui fazemos um chamamento a tod@s @s nacionalistas galeg@s a somar-se à resistência galega com a sua força, imaginaçom e determinaçom.

VIVA A RESISTÊNCIA GALEGA
VIVA GALIZA CEIVE E SOCIALISTA
ANTES MORT@S QUE ESCRAV@S

Sacado de: http://www.midiaindependente.org/eo/red/2005/07/323584.shtml

Opiniom pessoal:

Sempre desde a rejeiçom à violência e ao assassinato, concordo plenamente com este manifesto. Acçom directa sim, mas nom implica em nengum momento matar gente. Gosto da ideia de nom nos agachar sob distintas siglas, simplesmente somos galegos e resistimos perante o contínuo ataque contra a nossa cultura, naçom e língua. Defendamos o nosso, AVANTE A RESISTÊNCIA GALEGA!

Galiza é diferente

Galizaisdifferent.

Por casualidade, navegando tranquilamente pola internet, achei umha página onde figuravam diversos mapas da Europa (http://www.eupedia.com/europe/maps_of_europe.shtml). Ao vê-los decatei-me de algo… Galiza é diferente. Diferente da Espanha, assim como do resto de povos da península. Se bem em muitos desses mapas coincidimos com outros povos, a reuniom de todas as qualidades fai-nos únicos.

Temos mais percentagem de pessoas com o cabelo claro e com os olhos obscuros. Provimos dos Celtas e dos Suevos, a religiom maioritária é o catolicismo, a nossa agricultura minifundista, a nossa gadaria intensiva com produtos lácteos predominantemente. Falamos umha língua própria, “irmá do castelán e nai do portugués” como dizia Castelao no seu Sempre em Galiza. Somos diferentes, somos únicos, somos galegos.

A gente pode mesmo defender umha uniom com o resto de povos da península, mas… por que ficar só assim, e nom equiparar-nos ao resto de povos europeus? É tam absurdo umha Galiza livre na Europa? E por que nom livre no mundo, equiparada ao resto de povos do mundo? Espanha fechanos as fronteiras ao mundo, nós só queremos abri-las. Os independentistas nom criamos fronteiras, desfazemos as antigas fronteiras vetustas e obsoletas para criar um futuro que respeite todas as culturas sem impor umhas sobre outras, um futuro sem fronteiras, onde todo o mundo conheça e valorize as tradiçons do resto. Um futuro em que Espanha nom faga de intermadiário entre a Galiza e o mundo. Um futuro em que nengum ser humano seja ilegal. Um futuro… à galega.

Para ilustrar isto, nom deixedes de ver: http://br.youtube.com/watch?v=PwqzWvVNNM8

Alva de glória - 25 de Julho

(Sim, o 25 é amanhã… mas estarei por Compostela a celebrar o Dia da Pátria).

ALBA DE GRORIA

Miñas donas e meus señores:

SI NO ABRANTE d-este día poidéramos voar sobor da nosa terra e percorrela en todas direicións, asistiríamos á maravilla d-unha mañán única. Dende as planuras de Lugo, inzadas de bidueiros, té as rías de Pontevedra, oureladas de piñeraes; dende as serras nutricias do Miño o a gorxa montañosa do Sil, até a ponte de Ourense, onde se peitean as augas d-entrambos ríos; ou dende os cabos da costa brava da Cruña, onde o mar tece encaixes de Camariñas, até o curuto do monte de Santa Tegra, que vence coa súa sombra os montes de Portugal, por todas partes xurde unha alborada de groria. O día de festa comenza en Sant-Iago. A torre do reló tanxe o seu grave sino de bronce para anunciar un novo día, e de seguida comeza unha muiñeira de campás, repinicada nas torres do Obradoiro, que se comunica a todol-os campanarios da cibdade. Pero hoxe as campás de Compostela anuncian algo máis que unha festa litúrxica no interior da Catedral, con dinidades mitradas e ornamentos maravillosos, de brocados e ouros, con chirimías e botafumeiro, capaz de dar envexa á mesma Basílica de Roma. Hoxe as campás de Compostela anuncian unha festa étnica, filla, tal vez, d-un culto panteista, anterior ao cristianismo, que ten por altar a terra nai, alzada simbólicamente no Pico Sagro; por cobertura o fanal inmenso do universo; e por lámpara votiva, o sol ardente de xullo, o sol que madura o pan e o viño eucarísticos. Por eso a muiñeira de campás, iniciada en Compostela, vai rolando por toda Galiza, de val en val e de coto en coto, dende os campanarios pimpantes da veiramar até as homildes espadañas da montaña. E o badaleo rítmico das campás -de todal-as campás de Galiza en leda algarabía- semella o troupeleo dos cabalos astrales, que veñen pol-a vouta celeste, turrando co carro de Apolo, que trai luz e calor ao mundo en sombras. Hoxe é o Día de Galiza, e así comenza.

Así dá comenzo a solemnidade d-este día; a Festa maor de Galiza, a Festa de todol-os galegos. Pero ninguén pode sentila, coma nós, os emigrados, porque en tal día coma este revivien as lembranzas acuguladas, e coa moita destancia agrándase o prodixio da patria. Hoxe a nosa imaxinación anda por alá, en festa de saudades, escoitando as cántigas montañesas e mariñeiras que van para Compostela, vendo o noso país embandeirado de azul e branco, con músicas, gaitas, pandeiros, aturuxos e foguetes… E dispóis de evocar o repique matutino das campás -mal ou ben, ao xeito de Otero Pedrayo-, eu podía evocar igoalmente, todol-os lances xubilosos d-este día, hora a hora, minuto a minuto. Pero ¡cómo se tornan tristes as alegrías evocadas lonxe da patria! ¡Cómo doen as ledicias arrincadas do recordo da nosa mocedade! E cómo para min é certo o que dixo o mellor poeta da nosa estirpe:

Sen tí perpétuamente estou pasando
Nas maores alegrías, maor tristeza

Non; é moito mellor evocar algo irreal, algo puramente imaxinario, algo que co seu simbolismo nos deixe ver o pasado para proveito de futuro, como unha boa esperiencia. Podemos imaxinar, por exemplo, unha Santa Compaña de inmortaes galegos, en interminabel procesión. Alí veremos as nobres dinidades e os fortes caraiteres que dou Galiza no decorrer da súa Hestoria. Verémolos camiñar en silenzo, coa faciana en sombras e o mirar caído na terra dos seus pecados ou dos seus amores, agachando ideias tan vellas que hoxe nin tansiquera seríamos capaces de comprender, e sentimentos tan perennes que son os mesmos que agora bulen no noso corazón. Algúns verémolos revestidos con ricos panos e faiscantes armaduras; pero os máis d-eles van descalzos e nús, cos osos prateados pol-o fulgor astral.

Ao frente de todos vai Prisciliano, o heresiarca decapitado, levando a súa propia caveira n-unha arqueta de marfin e afincándose n-un longo caxato, que remata coa fouce dos druidas, a modo de báculo episcopal. Siguen a Prisciliano moitos adeptos, varóns e mulleres. Detrás veñen dous magnates, que cicáis sexan: Teodosio, o grande Emperador de Roma, e San Dámaso, o Sumo Pontífice da cristiandade, seguidos ambos por unha hoste de soldados i ecresiásticos. Ollamos dispóis unha ringleira de mortos escrarecidos, que portan os atributos da súa dinidade ou da súa profesión. Alí distinguimos á virxe Eteria, a escritora pelengrina, con túnica de branco liño e camiñando con arfado compás. Ao hestoriador Paulo Orosio, discípulo de San Agostiño, que marcha pensatibre, c-un rolo de pergameos na man. Ao bispo e cronista dos tempos suevos, a Idacio, que alumea o camiño c-unha lámpara de bronce. A San Pedro de Mezonzo, o autor da Salve Regina Mater -o cántico e oración máis fermosa da Eirexa-, c-unha fragante azucena nos beizos. Ao fundador San Rosendo, que sostén litúrxicamente a custodia do noso escudo tradicional. E moitos, e moitos máis, que é dificultoso recoñecer. Logo vemos ao primeiro Arzobispo de Compostela, o gran Xelmírez, revestido de pontificial, con aurifulxente cortexo de mitrados e coengos. Após do perlado ven Alfonso VII, o Emperador, con cetro na destra, espada na sinistra e coroa de ouro e pedraría nas sens. Siguen ao Emperador: o Conde de Traba, seu aio, e demáis bultos da soberba feudal de Galiza. Ollamos dispóis aos monxes letrados, en longa fileira, con velas acesas e libros abertos. Ven detrás o mestre Mateo, o Santo dos Croques, co Apocalipsis debaixo do brazo, encabezando unha grea de arquiteitos e imaxineiros, que portan as ferramentas das súas artes. De seguida aparece unha moitedume de xograres e trovadores, en mistura de tipos e atavíos. Algúns semellan ter sido monxes; outros calzan esporas de ouro, en sinal de que foron cabaleiros; pero os máis d-eles van esfarrapados, con vellas cítaras, laúdes e zanfoñas ao lombo. Alí recoñecemos a Bernaldo de Bonaval, a Airas Nunes, a Eanes do Cotón, a Pero da Ponte, a Pero Meogo, a Xohán de Guillalde, a Meendiño, a Xohán Airas, a Martín Codax, a Paio Gómez Charino, a Macías, a Padrón, e moitos máis, todos con lume no peito. Non tardan en aparecer as dúas belidas e infortunadas irmáns, Inés e Xohana de Castro, a que reinou en Portugal dispóis de morta e a que foi raiña de Castela n-unha soia noite morna de vran, como dúas rosas de prata as coroas do seu efímero reinado. Veñen de seguida os moitos varóns altaneiros de Galiza, os señores feudales, que non souperon vivir en paz nin consigo mesmos, todos eles montados en bestas negras, dende Andrade, o Bó, seguido por un porco montés -símbolo totémico da súa casa-, até o valente Pedro Madruga, que leva o puñal da traición espetado nas costas. Como grupo singular destácase o Mariscal Pardo de Cela, xunto cos seus compañeiros de martirio inxustamente decapitado, que sosteñen con entrambas mans as propias cabezas, aínda frescas, que deitan sangue e piden xusticia. Tamén ollamos unha boa representación do feudalismo ecresiástico, e n-él distinguimos aos tres Arzobispos Fonseca, pai, fillo e neto, seguidos por unha mula cangada coas obras de Erasmo. E detrás de tanto señorío feudal ven a pé o seu mellor cronista, Vasco da Ponte. De seguida recoñecemos a impoñente tropa dos irmandiños, que arrastran cadéas, con bisarmas e fouces mangadas en paus, levando por abandeirado a Rui Xordo, que sostén en outo un facho de palla acesa e fumeante.

Eiquí comeza a decaer a categoría do fúnebre cortexo, como decae Galiza ao trocarse en povo vencido e subordinado. Pero sigue dando individualidades, como Sarmiento de Gamboa e os Nodales, que camiñan xuntos, portando astrolabios, atlas e cunchas estranas; o filósofo escéptico, Francisco Sánchez, con muceta de Doutor; os Virreis de Nápoles e das Indias, Conde de Lemos e Conde de Monterrei, que serviron lealmente a quen non merecía ser servido por ningún galego; os tres grandes Embaixadores filipescoz, Zuñiga, de Castro e Gondomar, que inútilmente derrocharon talento, sabiduría e artes diplomáticas; os escultores Moure e Ferreiro, xunto cos arquiteitos Andrade e Casas e Nóvoa, que ceibaron de cadeas a nosa orixinalidade oprimida; o P. Sarmiento e o P. Feixóo, que remediaron o retraso cultural de España coa súa poderosa erudición e o seu xenio enciclopédico. Ven axiña Nicomedes Pastor Díaz, coa súa lira de nacra, abrindo a renascencia literaria de Galiza e seguido pol-os poetas Añón, Rosalía, Curros, Pondal, Ferreiro, Lamas, Amado Carballo, Manoel Antonio e tantos outros, todos con estrelas sobor das súas frentes; os hestoriadores Vicetto, Murguía e López Ferreiro, os patriotas Faraldo e Brañas, a pensadora Concepción Arenal, a escritora Pardo Bazán, e por fin o gran Don Ramón, ainda non ben descarnado…

Acabo de citar uns cantos bultos da Santa Compaña de inmortaes galegos, uns cantos nada máis, porque nos dous mil anos da nosa hestoria, os bultos cóntanse por milleiros.

Dí Oliveira Martíns que ha Hestoria non hai máis que mortos e que a crítica hestórica non é un debate, senón unha setencia. Pero todos sabemos que os mortos da Hestoria reviven e mandan sobor dos vivos -moitas veces desgraciadamente-, como todos sabemos que a mellor sentencia é a que se da dispóis d-un debate. Por eso eu gosto de poñer a debate a nosa Hestoria, non a nosa Tradición, porque si ben é certo que se pode compor unha grande Hestoria de Galiza con soio recoller as crónicas dos seus grandes homes, tamén é certo que ningún d-eles, nin todos xuntos, foron capaces de erguer a intransferibel automomía moral de Galiza á categoría de feito indiscutibel e garantizado. Afortunadamente, Galiza conta, para a súa eternidade, con algo máis que unha Hestoria fanada, conta c-unha Tradición de valor imponderabel, que eso é o que importa para gañar o futuro.

Cando a Santa Compaña de inmortaes galegos, que acaba de pasar por diante da nosa imaxinación, se perde espesura d-unha foresta lonxana, con esa mesma imaxinación veremos xurdir do Humos da terra-nai, da terra, da nosa terra, saturada de cinzas humáns, unha infinida moitedume de luciñas e vagalumes, que son os seres innominados que ninguén recorda xa, e que todos xuntos forman o substractum insobornabel da patria galega. Esas ánimas sen nome son as que crearon o idioma que en que eu vos estou falando, a nosa cultura, as nosas artes, os nosos usos e costumes, i en fín, o feito diferencial de Galiza. Elas son as que, en longas centurias de traballo, humanizaron o noso territorio patrio, infundíndolle a todal-as cousas que na paisaxe se amostran o seu propio esprito, co que pode dialogar o noso corazón antigo e panteita. Elas son as que gardan e custodian, no seo da terra-nai, os legados múltiples da nosa tradición, os xerms incorruptibeis, da nosa futura hestoria, as fontes enxebres e purísimas do noso xenio racial. Esa moitedume de luciñas representa o pobo, que nunca nos traicionou, a enerxía coleitiva, que nunca perece, i en fín, a espranza celta, que nunca se cansa. Esa infínda moitedume de luciñas e vagalumes representa o que nós fomos, o que nós somos e o que nós seremos sempre, sempre, sempre.

Velahí o que eu quería dicir n-este Día de Galiza, en loubor da nosa Tradición, por riba da nosa Hestoria, a todo-los galegos que residen n-esta terra que para nós é a segunda patria. E nada máis, amigos e irmáns.

Que a fogueira do esprito siga quentando as vosas vidas e que a fogueira do lume nunca deixe de quentar os vosos fogares.