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Demonstraçom nº 1 da existência de Deus

Problemas

Blogaliza está a fazer algumhas melhoras, polo que se me escaralhou o tema. Repararei-no quando tenha tempo, perdoai as moléstias!

Estamos no Natal?

Para saber se já estamos no Natal ou nom, clica aqui: http://www.isitchristmas.com/

Os Gordibolas

Ola, ola, ola,
son un gordibola,
teño, teño, teño
redonda a cachola.

Nado polas augas
da lagoa Antela
e non teño medo
porque vivo nela.

Rock, rock, rock do gordibola,
rock, rock, rock do gordibola.

Fago desde aqui um chamamento a toda a sociedade galega: Alguém se lembra d’Os Gordibolas? Eram uns livros que havia quando eu era pequeno, e mesmo tivérom certa promoçom e tudo, mas… nom se volveu saber deles. As suas canções agora som já mitos que só alguns privilegiados recordamos. Peço a todos os que tenham algum material relacionado, livros, música, informaçom ou o que seja que o informatizem e mo passem, por favor! Fagamo-lo polo bem da humanidade, algo tão grande deve quedar imortalizado na web. Eu ocupo-me de fazer o correspondente artigo na wikipédia (na “galega” e na “portuguesa”), de criar um blogue dedicado a eles e do que faga falta.

A grandes rasgos a história que contam os livros é que na antiga lagoa de Antela viviam uns estranhos seres chamados gordibolas, mas com a sua desecaçom tivérom de marchar.

Fuuuuuuusom, já!

Este blogue está a ser fusionado com o meu antiguo blogue de poemas, http://seicachove.blogspot.com , polo que veredes que, nestes dias, publicarei quantidades ingentes de poemas (todos sob a categoria “Seica chove“). Pola mesma, quando todos os poemas forem traspasados, o velho endereço redirigirá a este blogue.

E ao burro também lhe orneias?

Orneios.

O patinho feio

A mamãe pata tinha escolhido um lugar ideal para fazer seu ninho: um cantinho bem protegido, no meio da folhagem, perto do rio que contornava o velho castelo.
Mais adiante estendiam-se o bosque e um lindo jardim florido.

Naquele lugar sossegado, a pata agora aquecia pacientemente seus ovos. Por fim, após a longa espera, os ovos se abriram um após o outro, e das cascas rompidas surgiram, engraçadinhos e miúdos, os patinhas amarelos que, imediatamente, saltaram do ninho.
Porém um dos ovos ainda não se abrira; era um ovo grande, e a pata pensou que não o chocara o suficiente.

Impaciente, deu umas bicadas no ovão e ele começou a se romper.

No entanto, em vez de um patinho amarelinho saiu uma ave cinzenta e desajeitada. Nem parecia um patinho.

Para ter certeza de que o recém-nascido era um patinho, e não outra ave, a mãe-pata foi com ele até o rio e o obrigou a mergulhar junto com os outros.

Quando viu que ele nadava com naturalidade e satisfação, suspirou aliviada. Era só um patinho muito, muito feio.

Tranqüilizada, levou sua numerosa família para conhecer os outros animais que viviam nos jardins do castelo.

Todos parabenizaram a pata: a sua ninhada era realmente bonita. Exceto um. O horroroso e desajeitado das penas cinzentas!

— É grande e sem graça! — falou o peru.
— Tem um ar abobalhado — comentaram as galinhas.
O porquinho nada disse, mas grunhiu com ar de desaprovação.

Nos dias que se seguiram, as coisas pioraram. Todos os bichos, inclusive os patinhos, perseguiam a criaturinha feia.

A pata, que no princípio defendia aquela sua estranha cria, agora também sentia vergonha e não queria tê-lo em sua companhia.

O pobre patinho crescia só, malcuidado e desprezado. Sofria. As galinhas o bicavam a todo instante, os perus o perseguiam com ar ameaçador e até a empregada, que diariamente levava comida aos bichos, só pensava em enxotá-lo.

Um dia, desesperado, o patinho feio fugiu. Queria ficar longe de todos que o perseguiam.
Caminhou, caminhou e chegou perto de um grande brejo, onde viviam alguns marrecos. Foi recebido com indiferença: ninguém ligou para ele. Mas não foi maltratado nem ridicularizado; para ele, que até agora só sofrera, isso já era o suficiente.

Infelizmente, a fase tranqüila não durou muito. Numa certa madrugada, a quietude do brejo foi interrompida por um tumulto e vários disparos: tinham chegado os caçadores!

Muitos marrequinhos perderam a vida. Por um milagre, o patinho feio conseguiu se salvar, escondendo-se no meio da mata.

Depois disso, o brejo já não oferecia segurança; por isso, assim que cessaram os disparos, o patinho fugiu de lá.

Novamente caminhou, caminhou, procurando um lugar onde não sofresse.

Ao entardecer chegou a uma cabana. A porta estava entreaberta, e ele conseguiu entrar sem ser notado. Lá dentro, cansado e tremendo de frio, se encolheu num cantinho e logo dormiu.

Na cabana morava uma velha, em companhia de um gato, especialista em caçar ratos, e de uma galinha, que todos os dias botava o seu ovinho.

Na manhã seguinte, quando a dona da cabana viu o patinho dormindo no canto, ficou toda contente.

— Talvez seja uma patinha. Se for, cedo ou tarde botará ovos, e eu poderei preparar cremes, pudins e tortas, pois terei mais ovos. Estou com muita sorte!

Mas o tempo passava, e nenhum ovo aparecia. A velha começou a perder a paciência. A galinha e o gato, que desde o começo não viam com bons olhos recém-chegado, foram ficando agressivos e briguentos.

Mais uma vez, o coitadinho preferiu deixar a segurança da cabana e se aventurar pelo mundo.
Caminhou, caminhou e achou um lugar tranqüilo perto de uma lagoa, onde parou.

Enquanto durou a boa estação, o verão, as coisas não foram muito mal. O patinho passava boa parte do tempo dentro da água e lá mesmo encontrava alimento suficiente.

Mas chegou o outono. As folhas começaram a cair, bailando no ar e pousando no chão, formando um grande tapete amarelo. O céu se cobriu de nuvens ameaçadoras e o vento esfriava cada vez mais.

Sozinho, triste e esfomeado, o patinho pensava, preocupado, no inverno que se aproximava.

Num final de tarde, viu surgir entre os arbustos um bando de grandes e lindíssimas aves. Tinham as plumas alvas, as asas grandes e um longo pescoço, delicado e sinuoso: eram cisnes, emigrando na direção de regiões quentes. Lançando estranhos sons, bateram as asas e levantaram vôo, bem alto.

O patinho ficou encantado, olhando a revoada, até que ela desaparecesse no horizonte. Sentiu uma grande tristeza, como se tivesse perdido amigos muito queridos.

Com o coração apertado, lançou-se na lagoa e nadou durante longo tempo. Não conseguia tirar o pensamento daquelas maravilhosas criaturas, graciosas e elegantes.

Foi se sentindo mais feio, mais sozinho e mais infeliz do que nunca.

Naquele ano, o inverno chegou cedo e foi muito rigoroso.

O patinho feio precisava nadar ininterruptamente, para que a água não congelasse em volta de seu corpo, criando uma armadilha mortal. Mas era uma luta contínua e sem esperança.

Um dia, exausto, permaneceu imóvel por tempo suficiente para ficar com as patas presas no gelo.

— Agora morrerei — pensou. — Assim, terá fim todo meu sofrimento.

Fechou os olhos, e o último pensamento que teve antes de cair num sono parecido com a morte foi para as grandes aves brancas.

Na manhã seguinte, bem cedo, um camponês que passava por aqueles lados viu o pobre patinho, já meio morto de frio.

Quebrou o gelo com um pedaço de pau, libertou o pobrezinho e levou-o para sua casa.
Lá o patinho foi alimentado e aquecido, recuperando um pouco de suas forças. Logo que deu sinais de vida, os filhos do camponês se animaram:

— Vamos fazê-lo voar!
— Vamos escondê-lo em algum lugar!

E seguravam o patinho, apertavam-no, esfregavam-no. Os meninos não tinham más intenções; mas o patinho, acostumado a ser maltratado, atormentado e ofendido, se assustou e tentou fugir. Fuga atrapalhada!

Caiu de cabeça num balde cheio de leite e, esperneando para sair, derrubou tudo. A mulher do camponês começou a gritar, e o pobre patinho se assustou ainda mais.

Acabou se enfiando no balde da manteiga, engordurando-se até os olhos e, finalmente se enfiou num saco de farinha, levantando uma poeira sem fim.

A cozinha parecia um campo de batalha. Fora de si, a mulher do camponês pegara a vassoura e procurava golpear o patinho. As crianças corriam atrás do coitadinho, divertindo-se muito.

Meio cego pela farinha, molhado de leite e engordurado de manteiga, esbarrando aqui e ali, o pobrezinho por sorte conseguiu afinal encontrar a porta e fugir, escapando da curiosidade das crianças e da fúria da mulher.

Ora esvoaçando, ora se arrastando na neve, ele se afastou da casa do camponês e somente parou quando lhe faltaram as forças.

Nos meses seguintes, o patinho viveu num lago, se abrigando do gelo onde encontrava relva seca.

Finalmente, a primavera derrotou o inverno. Lá no alto, voavam muitas aves. Um dia, observando-as, o patinho sentiu um inexplicável e incontrolável desejo de voar.

Abriu as asas, que tinham ficado grandes e robustas, e pairou no ar. Voou. Voou. Voou longamente, até que avistou um imenso jardim repleto de flores e de árvores; do meio das árvores saíram três aves brancas.

O patinho reconheceu as lindas aves que já vira antes, e se sentiu invadir por uma emoção estranha, como se fosse um grande amor por elas.

— Quero me aproximar dessas esplêndidas criaturas — murmurou. — Talvez me humilhem e me matem a bicadas, mas não importa. É melhor morrer perto delas do que continuar vivendo atormentado por todos.

Com um leve toque das asas, abaixou-se até o pequeno lago e pousou tranqüilamente na água.

— Podem matar-me, se quiserem — disse, resignado, o infeliz.

E abaixou a cabeça, aguardando a morte. Ao fazer isso, viu a própria imagem refletida na água, e seu coração entristecido deu um pulo. O que via não era a criatura desengonçada, cinzenta e sem graça de outrora. Enxergava as penas brancas, as grandes asas e um pescoço longo e sinuoso.

Ele era um cisne! Um cisne, como as aves que tanto admirava.

— Bem-vindo entre nós! — disseram-lhe os três cisnes, curvando os pescoços, em sinal de saudação.

Aquele que num tempo distante tinha sido um patinho feio, humilhado, desprezado e atormentado se sentia agora tão feliz que se perguntava se não era um sonho!

Mas, não! Não estava sonhando. Nadava em companhia de outros, com o coração cheio de felicidade.

Mais tarde, chegaram ao jardim três meninos, para dar comida aos cisnes.

O menorzinho disse, surpreso:

— Tem um cisne novo! E é o mais belo de todos! E correu para chamar os pais.
— É mesmo uma esplêndida criatura! — disseram os pais.

E jogaram pedacinhos de biscoito e de bolo. Tímido diante de tantos elogios, o cisne escondeu a cabeça embaixo da asa.

Talvez um outro, em seu lugar, tivesse ficado envaidecido. Mas não ele. Seu coração era muito bom, e ele sofrera muito, antes de alcançar a sonhada felicidade.

CONCLUSOM:

O verdadeiro significado (a “moraleja”, em castelhano) do “Patinho feio” é:

- Se és feio ninguém te quer, tens de ser guapo para ser aceitado na sociedade.

Analisai de novo o conto… quando é feio é maltratado e insultado, e só é feliz quando é guapo.

Em Branco!

Hoje toca uma história de Isaac Asimov intitulada “Em Branco”. A obrinha em si pertence ao livro “Júpiter à venda e outras histórias” (Buy Jupiter and other stories), e está em castelhano porque é o único idioma na que o achei na Internet (é que transcrevê-lo tudo é muito choio…). Está sacada da página www.asimov.garcia-cuervo.net, página na que também poderás topar infinidade de obras do magnífico Isaac Asimov.

¡EN BLANCO!

— Es de suponer -decía August Pointdexter- que existe un sentimiento que podríamos denominar orgullo arrogante. Los griegos lo llamaban hubris y lo consideraban un desafío a los dioses, al que había de seguir siempre la Ate o retribución. -Se frotó los pálidos ojos azules con gesto inquieto.
— Muy bonito -respondió el doctor Edward Barron con impaciencia-. ¿Tiene alguna relación eso con lo que yo he dicho? -Tenía la frente alta y surcada por unas arrugas horizontales que formaban profundos cortes, cuando levantaba las cejas en expresión despectiva.
— Todas las relaciones -aseguró Pointdexter-. Construir una máquina del tiempo es en sí mismo un desafío al destino. Y usted lo empeora con esa confianza tan total que manifiesta. ¿Cómo puede estar seguro de que su máquina del tiempo actuará a través de todo el tiempo sin la posibilidad de que se produzca una paradoja?
— No sabía que fueses supersticioso -replicó Barron-. La verdad pura y simple es que una máquina del tiempo es una máquina como otra cualquiera, ni más ni menos sacrílega que las otras. Matemáticamente hablando, es análoga a un ascensor que sube y baja por su pozo. ¿Qué peligro de retribución hay en ello?
Pointdexter adujo con energía:
— Un ascensor no implica paradojas. No puedes bajar del quinto piso al cuarto y matar a tu propio abuelo cuando era niño.
El doctor Barron meneaba la cabeza con atormentada impaciencia.
— Esperaba eso. Eso exactamente. ¿Cómo no has sugerido que podría encontrarme a mí mismo? ¿O que podría cambiar el curso de la Historia diciéndole a McClean que Stonewall Jackson se disponía a llevar a cabo una marcha de flanco sobre Washington, u otra cosa por el estilo? Te lo pido sin rodeos. ¿Quieres entrar en la máquina conmigo?
Pointdexter titubeaba.
— Yo… creo que no.
— ¿Por qué pones las cosas difíciles? Te he explicado ya que el tiempo es invariable. Si vuelvo al pasado será porque ya estuve allí. Todo lo que decida hacer y haga, lo habré hecho ya en otro tiempo; de modo que no cambiaré nada, y no se producirá ninguna paradoja. Si hubiera decidido matar a mi abuelo siendo él niño y lo hubiese hecho, yo no estaría aquí. Pero estoy aquí. Por consiguiente, no maté a mi abuelo. Y no importa ahora cómo planease matarle e intentase hacerlo, la realidad es que no le maté, y por lo tanto no le mataría. Nada cambiará esta realidad. ¿No comprendes lo que te estoy explicando?
— Entiendo lo que me dices, pero… ¿es cierto?
— Claro que es cierto. Por amor de Dios, ¿por qué no podías ser matemático, en lugar de maquinista, y poseer una cultura universitaria? -Llevado por la impaciencia, Barron apenas sabía disimular su desdén-. Mira, esta máquina sólo es posible porque ciertas relaciones matemáticas entre el espacio y el tiempo son ciertas. Lo comprendes, ¿verdad que sí?, aunque no puedas seguir los detalles matemáticos. La máquina existe, así pues, las relaciones matemáticas que elaboré están de acuerdo con la realidad. ¿No es cierto? Me has visto mandar conejos una semana en el futuro. Y una semana después los has visto aparecer de la nada. Me has visto enviar un conejo a una semana en el pasado, una semana después de su aparición. Y quedaron indemnes.
— De acuerdo. Lo admito.
— Entonces, ¿me creerás si te digo que las ecuaciones sobre las que construí la máquina dan por supuesto que el tiempo está compuesto de partículas que existen en un orden inalterable, que el tiempo es invariante? Si el orden de las partículas se pudiera cambiar de algún modo -del que fuera-, las ecuaciones no valdrían y esta máquina no funcionaría; este método particular de viajar por el tiempo sería imposible.
Pointdexter se frotó los ojos una vez más y miró con expresión pensativa.
— ¡Ojalá supiera matemáticas!
— Considera los hechos, nada más -dijo Barror-. Tú intentaste enviar el conejo a dos semanas en el pasado siendo así que había llegado hacía solamente una semana. Esto habría creado una paradoja, ¿verdad que si? Pero ¿qué ocurrió? El indicador se paró a una semana y no quiso moverse de ahí. No pudiste crear una paradoja. ¿Vendrás?
Pointdexter se estremeció en el borde mismo del abismo del consentimiento, y retrocedió.
— No -dijo.
Barron insistió:
— No te pediría que me ayudases, si pudiera hacerlo solo; pero ya sabes que se necesitan dos hombres para manejar la máquina para intervalos de más de un mes. Necesito alguien que controle los estándares para que podamos regresar con precisión. Y tu eres la persona que quiero utilizar. Ahora compartimos la…, la gloria de haber construido esta máquina. ¿Quieres disminuir la porción que nos toca, introduciendo a otra persona? Habrá tiempo de sobra para ello cuando nos hayamos situado en el puesto de los primeros viajeros del tiempo, en la Historia. ¡Dios santo! ¿No quieres ver dónde estaremos dentro de cien años, o de mil? ¿No quieres ver a Napoleón, o a Jesús? Seremos…, seremos… -Barron parecía arrebatado- como dioses.
— Exactamente -murmuró Pointdexter-. Hubris. Viajar por el tiempo no es lo suficientemente atractivo como para exponerme a encallar fuera de mi propio tiempo.
— Hubris. Encallar. Sigues fabricando temores. Sencillamente, nos moveremos por las partículas de tiempo lo mismo que un ascensor por las plantas de un edificio. En realidad, el viajar por el tiempo es más seguro, porque el cable de un ascensor se puede romper, mientras que en una máquina de tiempo no hay gravedad que nos arrastre para abajo en una caída destructora. No puede pasar nada malo. Te lo garantizo -dijo Barron, golpeándose el pecho con el dedo medio de la mano derecha-. Te lo garantizo.
— Hubris -musitó Pointdexter. A pesar de lo cual cayó en el abismo del consentimiento, arrollado por fin.
Los dos hombres entraron en la máquina. Pointdexter no entendía los mandos tal como los entendía Barron, porque no era matemático; pero sabía cómo había que manejarlos.
Barron se encargaba de un grupo, de las propulsiones. Estas suministraban la fuerza que impulsaba la máquina por el eje del tiempo. Pointdexter controlaba los estándares para mantener el punto de origen fijo, a fin de que la máquina pudiera regresar al momento de partida en cualquier instante.
A Pointdexter le castañetearon los dientes cuando sintió, en el estómago, el primer movimiento. Se parecía al de un ascensor, aunque no era exactamente igual. Era una cosa más sutil, y sin embargo muy real.
— ¿Y qué hacemos si…? -quiso preguntar.
Barron le espetó:
— No puede fallar nada. ¡Por favor!
Y al momento se produjo una sacudida, y Pointdexter fue a chocar pesadamente contra la pared.
— ¿Qué diablos…? -exclamó Barron.
— ¿Qué ha ocurrido? -preguntó Pointdexter.
— No lo sé; pero no importa. Sólo hemos penetrado veintidós horas en el futuro. Paremos y veamos qué hay.
La puerta de la máquina se deslizó dentro de su ahuecado panel. Pointdexter emitió un suspiro jadeante y se quedó sin respiración,
— Ahí no hay nada -dijo.
Nada. Ninguna materia. Nada de luz. ¡En blanco!
Pointdexter chilló:
— La Tierra se movía. Lo hemos olvidado. En veintidós horas ha corrido miles de kilómetros por el espacio, en su viaje alrededor del Sol.
— No -desmintió Barron con voz débil-. No lo olvidé. La máquina está diseñada de modo que siga el camino de la Tierra, adonde sea que ésta vaya. Además, aun en el caso de que la Tierra se hubiese alejado, ¿dónde está el Sol? ¿Dónde están las estrellas?
Barron volvió a los mandos. Nada se movía. Nada funcionaba. La puerta ya no resbalaba para cerrarse. ¡En blanco!
Pointdexter hallaba dificultad en respirar, en moverse. Con gran esfuerzo dijo:
— ¿Qué pasa, pues?
Barron avanzó lentamente hacia el centro de la máquina. Y contestó con dificultad:
— Las partículas de tiempo… Creo que, por azar, nos hemos parado… entre dos… partículas.
Pointdexter quiso cerrar el puño, pero no pudo.
— No lo entiendo.
— Como un ascensor. Como un ascensor. -Ya no podía hacer sonar las palabras, sino solamente mover los labios para configurarías-. Como un ascensor, después de todo…, atascado entre dos plantas.
Pointdexter ya no podía ni mover los labios. Pensaba: en el no-tiempo no puede ocurrir nada. Todo movimiento ha quedado interrumpido, toda consciencia, todo…, todo. La inercia que poseían antes los había mantenido en actividad durante un minuto, poco más o menos, como el cuerpo que se inclina hacia adelante cuando el coche para repentinamente…, pero aquella inercia se disipaba rápidamente.
La luz del interior de la máquina perdió brillo y se apagó. La sensación y la conciencia se helaban en la nada.
Un último pensamiento, un último, débil suspiro mental:
— ¡Hubris, Ate!
Y entonces se interrumpió también el pensamiento.
¡Inmovilidad! ¡Nada! Por toda la eternidad, allí donde hasta la eternidad carecía de significado, sólo habría… ¡en blanco!

Los tres «En blanco» se publicaron en el número de junio de 1957 de Infinity. Me figuro que la estratagema se proponía dar ocasión al lector de compararlos y observar cómo levantaban el vuelo tres imaginaciones distintas a partir de un solo y estrambótico título.
Quizá le gustaría a usted tener los tres cuentos aquí, para poder compararlos usted también. Lo lamento, no puede.
En primer lugar yo debería conseguir el permiso de Randall y de Harlan, y no quiero pasar por eso. En segundo lugar, usted subestima mi egocentrismo. ¡No quiero los cuentos de los otros dos aquí junto al mío!
Por ultimo, debo explicar que siempre recorto las revistas que traen cuentos míos, porque, sencillamente, no me puedo permitir el lujo de guardarlas enteras. El número de revistas sería excesivo y el espacio disponible muy insuficiente. Recorto mis cuentos y los guardo en volúmenes para usarlos eventualmente como referencia (como he hecho en la preparación de este libro, por ejemplo). La verdad es que ya no me queda espacio para tales volúmenes.
Sea como fuere, cuando llegó el momento de romper el número de junio de 1957 de lnfinity, sólo me quedé «¡En blanco!» y deseché «¿En blanco?» y «En blanco».
O quizá usted no subestime mi egocentrismo y ya daba por hecho que lo hacía como lo hago.

Allá a mediados los años cincuenta, cuando algunas de las revistas de ciencia ficción menos boyantes (y eso no significa que hubiera algunas verdaderamente boyantes) me pedían un relato, yo solía pedir la misma cantidad que pagaban Astounding y Galaxy, si querían algún cuento escrito especialmente para uno de sus números. Y me la pagaban, completamente confiados en que si yo afirmaba que un determinado cuento lo había escrito especialmente para ellos, así era en efecto, y no lo había sacado del fondo de un cajón. (Hay ocasiones en las que el tener fama de ser uno demasiado tonto para hacer el granuja tiene sus ventajas.)
Como corolario de lo dicho se desprende que si alguna vez el editor A rechaza un cuento mío y más tarde lo ofrezco al editor B, tengo el deber de advertirle a éste que el otro lo rechazó. En primer lugar, el hecho de que un cuento que lleve mi nombre haya sido rechazado ha de dar origen a pensamientos tales como: «¡Puaf! ¡Este cuento ha de ser una porquería!», y es justo dar una ocasión al segundo editor de mostrar su conformidad con el primero. En segundo lugar, aun en el caso de que el segundo editor lo acepte, no se siente obligado a darme por él más de lo que suele pagar a otros escritores. Lo cual me ha hecho perder unos cuantos dólares alguna que otra vez; pero ha infundido una gran tranquilidad a lo más recóndito de mi pequeña y mustia alma.
Sea como fuere, «¿Le importa a una abeja?» lo escribí en octubre de 1956, después de haberlo discutido con Robert P. Mills, de Fantasy and Science Fiction, quien había pasado a director de una revista gemela de la mencionada que se llamaría Venture Science Fiction.
Colijo que el fruto no salió tan apetecible como prometí, porque Mills lo rechazó, considerándolo indigno tanto para Venture como para Fantasy. De modo que lo pasé a If: Worlds of Science Fiction, con la nota de haber sido rechazado por las otras, y no me lo pagaron al precio más alto. Apareció en el número de junio de 1957.
Pues bien, lo más triste del caso es que jamás he sabido adivinar qué tiene un determinado cuento para que lo acepten o lo rechacen, ni tampoco qué editor es el que acierta, si el que lo acepta o el que lo rechaza. Por eso no soy editor ni pienso serlo nunca.
Pero usted puede juzgar por si mismo.

Um conto feliz

Era uma vez um rapaz que perguntou a uma linda moça: – Queres casar comigo?

Ela respondeu: – Não!

E o rapaz viveu feliz para sempre. Pescou, jogou futebol, conheceu muitas outras miúdas, visitou muitos lugares e estava sempre a sorrir e de bom humor. Nunca lhe faltou dinheiro. Bebia cerveja com os amigos sempre que estava com vontade e ninguém mandava nele.

A moça teve celulite, varizes, os peitos caíram e ficou sozinha!

(Sacado de: http://www.prof2000.pt/users/avcultur/humornet/)