Há pouco tempo comprei o livro “Manual galego de língua e estilo”, apesar dos 25 ouros que me estafárom por ele. Desde aqui recomendo-lho a todo o mundo que queira falar bem, pois é útil e singelo de utilizar. O tema é que, após lê-lo, tomei umha determinaçom: Abandonar a escrita do galego que estava usando até o momento (-ão, -ães, -ões, uma…) para cingir-me o mais possível à norma que promovem desde esse livro como modelo culto. E tenhem razom, de nada serve dar passos para adiante sem resolver nada. Umha escrita demasiado “aportuguesada” (dentro do âmbito no que nos movemos), pode provocar rejeiçom no grosso da gente, e, contodo, é percebida polos demais lusófonos como parte do seu.
A partir de agora, usarei a norma que proponhem como culta, salvando as seguintes licenças:
- “Tens, vens e pons” em lugar de “tés, vés e pós”.
- “Digo, dizes, diz, dizemos, dizedes, dizem” em lugar de “digo, dis, di, dizemos, dizedes, dim”.
- “Acougo, acougar, desacougo” em lugar de “sossego, sossegar, desassossego”.
Na oralidade, dizer “irmao, cirurgiao, aldeao, vao, sao…” às vezes nom me sai natural. Nom obstante, vejo correcto fazê-lo e tenderei a fazê-lo por ser mais correcto com a etimologia e fazer diferença nos singulares que som iguais no português padrão, apesar de terem plurais diferentes:
-ANUM: Irmao (port. irmão) -> Irmaos (port. irmãos)
-ANEM: Alemám (port. alemão) -> Alemáns (port. alemães)
-ONEM: Camiom (port. camião) -> Camions (port. camiões)
Do mesmo jeito que na segunda pessoa do singular do pretérito dos verbos “andaste, comeste, partiste”, onde que costumo a pronunciar “andache, comeche, partiche”, e estimo correcto dar prioridade à pronúncia -ste.
Nota: Como eu sou assim, às vezes também me redigirei na norma do português de Portugal com algumas variantes galegas (pola ao invés de pela, trevoada…)